Cálculo Renal, Litíase Urinária ou "Pedra nos Rins" é uma doença que acomete cerca de 6% da população, sendo mais comum em homens e na faixa etária dos 20 aos 40 anos.
![]() Fig. 1 - Uro-tomografia do trato urinário |
Em geral, devido à baixa ingestão de líquidos, ocorre uma supersaturação da urina com a formação de cálculos.
Segue um exemplo prático: se em casa enchermos um copo de água e acrescentarmos a ele uma colher de açúcar, misturando bem, dissolveremos totalmente o açúcar. Se acrescentarmos uma segunda colher de açúcar provavelmente conseguiremos dissolver tudo mas a água vai ficar turva. Se acrescentarmos uma terceira colher de açúcar, podemos mexer o quanto quisermos que o açúcar não vai se dissolver e vai depositar partículas no fundo do copo.
A mesma coisa acontece nos cálculos renais, temos um distúrbio entre soluto e solvente que culmina na deposição de cristais no trato urinário.
O tratamento dos cálculos urinários depende de uma série de fatores, entre os mais importantes, o tamanho e localização dos cálculos (dentro do rim?, nos ureteres?, na bexiga?, etc). Cada caso é um caso e somente o seu Urologista pode lhe indicar a melhor opção.
Nos casos de cálculos pequenos intra-renais e assintomáticos, o tratamento expectante é uma boa opção.
Cálculos intra-renais, volumosos e sintomáticos podem ser tratados por diversas opções como Litotripsia Externa por Ondas de Choque, tratamento endoscópico transureteral com fragmentação por laser, Cirurgia Renal Percutânea ou Cirurgia Aberta (com cortes).
![]() Fig. 2 - Litotripsia Externa por ondas de choque |
![]() Fig. 3 - Cirurgia Renal Percutânea |
Cálculos ureterais, responsáveis na maioria das vezes pelas crises de cólica renal que levam os pacientes aos P ronto Socorros, são tratados com cirurgia endoscópica (sem cortes ou pontos) através de Ureteroscopia Semi-rígida ou Flexível, dependendo do caso, sendo essa modalidade de tratamento um dos maiores avanços no tratamento da litíase urinária pela rápida recuperação do paciente e retorno precoce às atividades do dia a dia.
![]() Fig. 4 - Ureteroscópio Flexível |
![]() Fig. 5 - Ponta do Ureteroscópio fletida |
![]() Fig. 6 - Cesta apreendendo cálculo |
![]() Fig. 7 - Holmium Laser utilizado na fragmentação de cálculos durante os procedimentos cirúrgicos |
Cada vez mais as cirurgias abertas estão sendo abandonadas devido aos riscos das mesmas (hemorragias, sangramento durante a cirurgia, infecção da ferida operatória, cicatriz não-estética, hérnias nas incisões cirúrgicas, etc). Hoje em dia elas são responsáveis por apenas cerca de 5% dos procedimentos cirúrgicos de tratamento de cálculos do trato urinário em centros de referência. A Cirurgia Minimamente Invasiva por sua vez se desenvolve de maneira progressiva, levando benefícios a um número crescente de pacientes.