O transplante renal é a melhor terapia de tratamento da insuficiência renal (parada de funcionamento dos rins). Ele proporciona ao paciente a independência da hemodiálise ou da diálise peritoneal, aumenta a qualidade de vida e o tempo de sobrevida destes pacientes.
Estima-se que a cada ano cerca de 20.000 brasileiros irão ser diagnosticados com insuficiência renal e necessitarão de algum tipo de tratamento.
Diversas são as doenças que podem levar à insuficiência renal: glomerulonefrites (inflamações nos rins), hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), diabetes, doenças urológicas (refluxo de urina para os rins, cálculos renais, etc).
O paciente que recebe um transplante renal tem uma vida praticamente normal após a cirurgia.
Pacientes com insuficiência renal realizam hemodiálise na maioria das vezes três vezes por semana por um período de até 4 horas por sessão os impedindo assim de se afastarem dos centros dialisadores por grandes períodos.
![]() Fig. 1 - Pacientes sendo submetidos à hemodiálise |
O Brasil é hoje o segundo colocado no ranking mundial em número de transplantes renais realizados apesar de ser apenas o décimo em número de transplantes por percentual da população. Isso se deve ao número deficiente de doações.
O transplante renal pode ser realizado a partir de um doador falecido ou a partir de um doador vivo, normalmente um parente do paciente que necessita do transplante.
Doadores falecidos são aqueles vítimas de acidentes automobilísticos, derrames ou traumas cranianos os quais os familiares em um ato de grande generosidade e autruísmo proporcionam a doação de órgão para transplantes.
Em um único doador saudável podem ser doados as córneas (2), pulmões, coração, pâncreas, fígado e rins(2) beneficiando assim cerca de 8 pacientes que receberão estes órgãos.
![]() Fig. 2 - Rim de doador falecido para ser implantado |
Quando se realiza um transplante, normalmente não são retirados os rins primitivos quando os mesmos não forem prejudiciais ao funcionamento do novo órgão.
De um modo geral os transplantes realizados a partir de doadores vivos cursam com o funcionamento mais precoce do órgão e um período menor de internação hospitalar do que nos transplantes de doadores falecidos. Isso ocorre porque o rim de doadores falecidos normalmente demoram horas em soluções resfriadas para serem implantados e isso prejudica um pouco o reinício de seu funcionamento.
Na cirurgia de transplante renal realizamos uma incisão na região da virilha à direita ou à esquerda, dissecamos os vasos do receptor e realizamos a conexão com os vasos do rim que está sendo doado. Por fim realizamos a ligadura do ureter (o canal que leva a urina do rim à bexiga).
Quando o órgão vem de um doador falecido o mesmo já vem embalado e resfriado para a cirurgia. Quando o doador é vivo, podemos realizar a retirada do rim a ser doado através de uma incisão lombar (de lado no corpo) ou mais modernamente através de uma cirurgia videolaparoscópica (com pequenos orifícios e o auxílio de uma câmera). O Hospital Felício Rocho é pioneiro neste tipo de cirurgia em Minas Gerais.
![]() Fig. 3 - Doador renal por cirurgia aberta e doador renal por cirurgia laparoscópica |
![]() Fig. 4 - Trocateres posicionados para cirurgia laparoscópica de doação renal |
![]() Fig. 5 - Incisão (em azul) para o implante do transplante renal |
![]() Fig. 6 - Vasos do rim doado sendo implantados no receptor |
![]() Fig. 7 - Hospital Felício Rocho em Belo Horizonte - MG - Brasil |
Nossa Equipe do Hospital Felício Rocho em Belo Horizonte é responsável pela grande maioria dos transplantes renais realizados em Minas Gerais (veja estatísticas em www.abto.org.br) e apresentamos resultados semelhantes aos dos maiores centros mundiais de transplante renal com excelentes taxas de sobrevida dos pacientes e dos enxertos.