URETEROSCOPIA FLEXÍVEL COM LASER DE ALTA POTÊNCIA: A FORMA MAIS CUIDADOSA E EFICAZ DE TRATAR OS CÁLCULOS RENAIS
Data de publicação: 28/08/2025
Tecnologia moderna aliada à experiência médica oferece um tratamento menos invasivo, mais seguro e com recuperação mais rápida para quem sofre com pedras nos rins.
Pedras nos rins podem causar dor intensa, desconforto persistente e até complicações sérias quando não tratadas corretamente. Felizmente, os avanços da urologia têm permitido que procedimentos mais delicados e eficientes transformem essa jornada. A ureteroscopia flexível com laser de alta potência é um desses avanços: uma técnica minimamente invasiva que permite tratar cálculos de forma mais precisa, com menos dor, menos riscos e uma recuperação muito mais tranquila. Neste conteúdo, você vai entender como esse procedimento funciona, quando ele é indicado e quais os benefícios que ele traz para o paciente — tudo explicado pelo urologista Dr. Carlos Henrique, especialista da UROBH.
TÉCNICA MINIMAMENTE INVASIVA E ALTAMENTE EFICIENTE
A ureteroscopia flexível com laser de alta potência é um procedimento endoscópico, ou seja, realizado por dentro do corpo, sem necessidade de cortes externos. O aparelho flexível navega por todo o sistema coletor do rim, acessando a pedra diretamente através da uretra.
“Esse tipo de ureteroscópio associado ao uso do laser de alta potência permite uma fragmentação mais eficaz dos cálculos, especialmente em casos com maior volume, normalmente acima de 2 cm”, explica o Dr. Carlos.
Além da precisão, o método se destaca por ser minimamente invasivo, com menos dor no pós-operatório e alta hospitalar rápida.

BENEFÍCIOS EM RELAÇÃO A OUTRAS TÉCNICAS CIRÚRGICAS
Uma das principais vantagens dessa técnica é a possibilidade de tratar cálculos maiores sem a necessidade de procedimentos mais agressivos, como a nefrolitotripsia percutânea. Segundo o Dr. Carlos, o uso do laser de alta potência reduz o tempo cirúrgico e o risco de complicações, como hipotermia ou necessidade de múltiplas cirurgias.
“O laser de maior potência fragmenta o cálculo com mais rapidez e eficiência, o que melhora o resultado final e aumenta a segurança do procedimento”, destaca.
ETAPAS DO PROCEDIMENTO
O procedimento é realizado por via uretral, com introdução do aparelho até o rim. Uma bainha ureteral é usada para criar um canal de trabalho, por onde passam os instrumentos e o soro fisiológico usado na irrigação. Isso permite visualização constante durante a cirurgia.
“O tratamento do cálculo se inicia após esse acesso, com o uso do laser para fragmentação das pedras”, detalha o especialista.

QUEM PODE REALIZAR O PROCEDIMENTO E QUAIS OS PRÉ-REQUISITOS
Embora a ureteroscopia flexível com laser seja uma técnica bem difundida entre os urologistas, o uso do laser de alta potência requer familiaridade com o equipamento e seus ajustes.
“É importante que o profissional esteja habituado ao manuseio do laser e saiba usá-lo de forma eficiente. Se não for o caso, é recomendável a presença de um cirurgião experiente durante o procedimento”, orienta o Dr. Carlos.
INDICAÇÕES E LIMITAÇÕES
Essa abordagem pode ser utilizada em praticamente todos os pacientes com cálculos ureterais ou renais. No entanto, existem exceções. Cálculos coraliformes muito extensos, por exemplo, podem exigir cirurgias combinadas, como a nefrolitotripsia percutânea associada à ureteroscopia.
Além disso, condições como infecções urinárias ativas, tumores uroteliais ou alterações anatômicas que dificultam o acesso ao rim pelo ureter podem impedir a realização da técnica — pelo menos temporariamente.

RECUPERAÇÃO RÁPIDA E ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
A recuperação após a ureteroscopia com laser de alta potência costuma ser tranquila. “O paciente pode receber alta no mesmo dia e retomar suas atividades cotidianas com repouso relativo”, explica o Dr. Carlos. Esforços físicos intensos devem ser evitados por um período de 10 a 15 dias.
POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES E COMO EVITÁ-LAS
Embora seja um procedimento seguro, podem ocorrer complicações como hipotermia, infecção urinária, lesão do sistema coletor ou do ureter. Por isso, o uso de equipamentos adequados e a experiência da equipe cirúrgica são fundamentais para garantir um bom resultado.
“O treinamento e a estrutura do hospital são fatores determinantes na prevenção desses riscos”, reforça.

USO DO CATETER DUPLO J NO PÓS-OPERATÓRIO
Na maioria dos casos, é utilizado um cateter duplo J, que ajuda a garantir a drenagem da urina e a recuperação do ureter. A decisão sobre seu uso é feita durante a cirurgia, considerando o estado do ureter e se o paciente já utilizava o cateter previamente.
“Há situações em que o duplo J não é necessário, mas isso depende da avaliação intraoperatória”, esclarece o médico.
LIMITAÇÕES NO ACESSO E NA OFERTA DA TÉCNICA
Apesar de todos os benefícios, a ureteroscopia com laser de alta potência ainda não está amplamente disponível. Isso se deve principalmente ao alto custo do equipamento e dos materiais utilizados, que nem sempre são cobertos pelas operadoras de saúde.
“Muitas vezes, para ter acesso à tecnologia, o paciente precisa arcar com os custos dos materiais não incluídos nos planos de saúde”, aponta o Dr. Carlos.

AVANÇOS RECENTES E GANHOS EM EFICIÊNCIA
Além do laser em si, novas tecnologias têm sido incorporadas ao procedimento, como as bainhas de aspiração, que permitem a remoção dos fragmentos enquanto o cálculo é fragmentado. Isso reduz o tempo cirúrgico, melhora a visualização do cirurgião e diminui a pressão dentro do rim, tornando a cirurgia ainda mais eficiente.
A IMPORTÂNCIA DA DECISÃO COMPARTILHADA
Para o Dr. Carlos, o mais importante é que a escolha do tratamento seja feita de forma individualizada, considerando o quadro clínico, as expectativas do paciente e a experiência do cirurgião.
“A melhor técnica é aquela que alia segurança, eficácia e está alinhada com as condições do paciente. Por isso, o diálogo entre médico e paciente é fundamental”, conclui.



